Entre quais áreas?
No núcleo, design gráfico e artes visuais. A "integração" não é, necessariamente, explicada como momentos intercalados onde um ou o outro se mostram importantes em um projeto de sistema de marca, por exemplo, mas sim num corpo coeso onde há uma lógica fluida que sempre paira ao longo da construção de um projeto. Os aspectos derivados das artes visuais sempre se mostram imensuravelmente importantes em etapas do anteprojeto, como a conceituação e nos desenhos gestuais de esboços, por exemplo, mas é, na verdade, o conhecimento, experiência e ontologia da minha vida com as artes visuais que influencia passivamente cada decisão tomada no projeto. Já a parte do design é, de fato, o trabalho sistêmico que é realizado: um projeto que articula diversos elementos em um sistema coeso e funcional, de diversas maneiras, aos nossos clientes. Além desses dois campos, também utilizamos conhecimento derivado de áreas como UI design, UX design e branding.
Como?
Depende. Apesar da técnica influenciar a conceituação, ela nunca configura a totalidade. O que importa é o que é feito, e não como. Mas o como influencia no que é feito. Entendeu?
No que resulta?
Por aí, muito se fala em "diferenciação". A palavra, muitas vezes usada em contextos de jargões corporativos, é, em outros contextos, a consequência desejada (ou indesejada) de uma vida inteira dedicada ao caminho criativo. A subjetivação de uma vida que foi entregue às potentes associações do conhecimento que o caminho da criação traz. Acontece que, por acaso, a diferenciação no mundo das marcas tem profundo valor de mercado, visto que as marcas se relacionam com pessoas. A questão é: mesmo que um padeiro seja capaz de fazer um pão único devido a suas décadas de experiência, ele não será capaz de fazer uma identidade visual única para a sua marca (que vende o seu pão especial), pois não é isso o que ele faz. Nós fazemos para ele. Nós (eu, na verdade) projetamos um sistema de marca que valorize cada vírgula dessa história.
























